Imóvel e benfeitorias
Estrutura própria ou benfeitoria feita em imóvel alugado.
Dimensionado pelo que trava a operação
A maior parte das apólices empresariais é montada olhando o que a empresa tem. A montagem correta olha o que a empresa deixa de faturar quando algo acontece, porque é o faturamento parado, e não o bem destruído, que quebra o negócio.
Seguro empresarial é a apólice multirrisco que cobre o imóvel, o estoque, as máquinas e os equipamentos da empresa contra incêndio, roubo, danos elétricos e eventos da natureza, somando responsabilidade civil, lucros cessantes e assistência empresarial.
Estrutura própria ou benfeitoria feita em imóvel alugado.
O que a empresa precisa repor para voltar a operar.
O faturamento que não entra enquanto a operação está parada.
O prejuízo que a empresa causa a clientes e a terceiros.
Uma apólice multirrisco, montada por escolha de coberturas.
O seguro empresarial é uma apólice multirrisco: a cobertura básica de incêndio é obrigatória e todas as demais são escolhidas conforme a atividade e o risco de cada empresa.
Declarar a atividade correta é decisivo. Uma cozinha industrial dentro de uma loja declarada como comércio muda completamente o risco de incêndio e pode comprometer a cobertura.
Três perguntas que montam a apólice inteira.
Dimensionar um seguro empresarial começa pelo levantamento do que precisa ser reposto e de quanto tempo a empresa levaria para voltar a operar.
Estoque, máquinas, equipamentos de informática e benfeitorias no imóvel, sempre pelo valor de reposição a novo, e não pelo valor contábil depreciado.
O prazo estimado até retomar a operação define o período de indenização de lucros cessantes e o capital dessa cobertura.
Clientes no local, vizinhos e terceiros atingidos pela operação definem o limite de responsabilidade civil que faz sentido contratar.
E costuma ser a que decide se a empresa sobrevive.
Quando um sinistro para a operação, a empresa perde duas coisas ao mesmo tempo. Perde o bem destruído e perde o faturamento do período em que fica fechada, enquanto as despesas fixas continuam correndo: aluguel, folha, tributos e financiamentos.
A cobertura de lucros cessantes responde pela segunda perda. Ela indeniza a margem que deixou de ser gerada e as despesas fixas que continuaram, durante o período de indenização contratado, que é definido em meses.
O dimensionamento vem do faturamento. Uma empresa que leva três meses para reabrir precisa de capital compatível com três meses de operação, e não com o valor do estoque perdido. São contas diferentes, e confundi-las é o erro mais caro dessa apólice.
O períodode indenização é o coração de lucros cessantes. Ele precisa refletir o tempo real de retomada, não uma estimativa otimista.Estrutura de cobertura de lucros cessantes em seguros patrimoniais empresariais
Cinco situações em que a apólice destrava a assinatura.
Boa parte das contratações empresariais nasce de uma exigência contratual, e nesses casos a cláusula define exatamente qual cobertura precisa constar da apólice.
| Origem da exigência | O que costuma ser pedido | O que verificar antes de cotar |
|---|---|---|
| Contrato de locação comercial | Seguro de incêndio do imóvel e das benfeitorias | Quem é o beneficiário e qual capital mínimo o contrato fixa. |
| Contrato com cliente corporativo | Responsabilidade civil com limite mínimo definido | A cláusula costuma especificar o tipo exato de responsabilidade civil. |
| Licitação e contrato público | Seguro garantia e responsabilidade civil | O edital define percentual, prazo e coberturas obrigatórias. |
| Financiamento de máquinas | Cobertura do equipamento com beneficiário indicado | A instituição financeira costuma exigir cláusula beneficiária própria. |
| Condomínio ou shopping | Responsabilidade civil e incêndio da unidade | A convenção pode fixar limites mínimos para cada lojista. |
Mandar a cláusula para o corretor antes de cotar economiza tempo. Cotar o produto errado por interpretação própria costuma atrasar a assinatura em semanas.
Seis perguntas que mudam a apólice inteira.
A atividade e o porte da empresa determinam tanto a aceitação quanto o conjunto de coberturas que faz sentido contratar.
Cozinha, solda e forno elevam o risco de incêndio e mudam a aceitação e o prêmio de forma relevante.
Eletrônicos e itens de alto valor por metro quadrado pedem limites maiores e podem exigir medidas de proteção.
Circulação de clientes no local torna a responsabilidade civil bem mais importante.
Uma máquina única sem reposição rápida amplia o período de paralisação e o capital de lucros cessantes.
A apólice precisa cobrir benfeitorias e atender a exigência do contrato de locação, que costuma nomear beneficiário.
Risco cibernético não entra na apólice patrimonial e exige produto próprio.
Páginas ligadas a esta decisão, dentro do mesmo assunto e no passo seguinte da sua proteção.
Cada link abaixo leva a uma página com regra, prazo e preço próprios, escrita para a situação que ela descreve.
O corretor pergunta o que para a operação, não o que a empresa tem.
No seguro empresarial, o atendimento da WTS mapeia o que interrompe o faturamento antes de listar patrimônio, porque é o tempo parado que costuma quebrar o negócio.
Tenho uma loja e quero seguro contra incêndio e roubo.
Vamos montar. Bruno, da WTS. Antes do patrimônio, uma pergunta: se a loja pegasse fogo hoje, quanto tempo você levaria para reabrir?
Uns três meses, imagino.
Então são três meses de aluguel, folha e tributos correndo sem faturamento entrando. Isso é lucros cessantes, e costuma pesar mais que o estoque perdido.
Nunca tinha pensado nisso.
É a cobertura mais esquecida. Me passa o faturamento mensal que eu calculo o capital certo, junto com o estoque pelo valor de reposição.
O imóvel é alugado, muda algo?
Muda. As benfeitorias que você fez são patrimônio seu, e o contrato de locação costuma exigir incêndio com beneficiário nomeado. Me manda o contrato que eu confiro.
O que mais gera dúvida em quem vai proteger o negócio.
Cobre, quando a cobertura de conteúdo é contratada com capital compatível. O dimensionamento correto usa o valor de reposição das mercadorias, e não o valor contábil.
É a cobertura que indeniza a margem que a empresa deixa de gerar e as despesas fixas que continuam correndo enquanto a operação está paralisada por um sinistro coberto.
Contratos de locação comercial costumam exigir seguro de incêndio, e as benfeitorias feitas pela empresa no imóvel são patrimônio dela, não do proprietário.
Não. É cobertura adicional. Ela responde por danos causados a clientes e terceiros na operação, e o limite deve considerar o público que circula no local.
Não pela apólice patrimonial. Sequestro de dados, vazamento e interrupção por ataque exigem seguro cyber, que é produto específico e separado.
Importa, porque define o risco precificado. Operação diferente da declarada, como uma cozinha em um comércio declarado sem manipulação de fogo, pode comprometer a cobertura.
Conseguem. Existem produtos dimensionados para pequenos negócios, com capitais menores e contratação simplificada, inclusive para operações em sala comercial.
Não pela apólice do estabelecimento. Carga em deslocamento exige seguro de transporte, contratado separadamente e com regras próprias.
Depende do capital segurado e da atividade. Riscos maiores costumam passar por vistoria prévia, que também ajuda a ajustar o dimensionamento das coberturas.
O prêmio depende da atividade, do capital segurado, da localização e das coberturas escolhidas. Como a base é o capital declarado, comparar preço sem comparar capital não conclui nada.
Coberturas dimensionadas pelo tempo de retomada, exigências de contrato verificadas e propostas na mesma base.
