Seguro auto

Endosso no seguro de carro: o que é, troca de veículo, mudança de endereço e cancelamento

Para quem trocou de carro, mudou de endereço, passou a dividir o volante ou vendeu o veículo e quer saber o que fazer com o seguro sem esperar a renovação.

Neste artigo
  1. O que é endosso no seguro de carro e o que ele não é
  2. Os tipos de endosso e o que muda no prêmio em cada um
  3. Agravamento de risco: a regra da lei que obriga o endosso
  4. Situações da vida e o endosso certo para cada uma
  5. Vendi o carro: o seguro vai com o bem, o bônus fica com você
  6. Quanto custa e quanto tempo leva um endosso
  7. Os erros de quem não avisa a seguradora e o que custam
  8. Como pedir cada endosso ao corretor, com a mensagem pronta

A resposta em uma frase

Endosso é o documento que altera uma apólice de seguro auto que já está valendo, sem cancelar o contrato e sem esperar a renovação. Serve para trocar o carro, mudar o endereço, incluir um condutor, acrescentar cobertura, mudar o uso ou cancelar, e o prêmio é cobrado ou devolvido na proporção do tempo que falta.

O essencial em quatro pontos

  • Endosso não é renovação nem apólice nova: a vigência, o número da apólice e a classe de bônus continuam os mesmos.
  • A Lei 15.040/2024 manda comunicar o agravamento do risco tão logo você saiba, e dá 20 dias para a seguradora cobrar a diferença ou resolver o contrato.
  • Se o ajuste subir o prêmio em mais de 10 por cento, você pode recusar e encerrar o contrato em 15 dias, e a seguradora só nega um sinistro se provar que o agravamento o causou.
  • Vendeu o carro: o seguro vai com o bem, precisa ser comunicado em 30 dias e o bônus fica com você, não com o comprador.

A vida muda no meio da vigência. O carro é trocado, a família se muda, o filho tira a habilitação, o carro é vendido. O seguro auto foi calculado para a situação que você descreveu no dia da contratação, e cada uma dessas mudanças altera o risco que a seguradora aceitou. O jeito de colocar a apólice em dia se chama endosso, e ele resolve quase tudo sem cancelar nada.

Este artigo explica o que o endosso é e o que ele não é, os seis tipos e como o prêmio muda em cada um, a regra da Lei 15.040/2024 para o agravamento de risco, a venda do carro, o custo, o prazo, os erros de quem não avisa e a mensagem pronta para o corretor. Boa parte do que circula na internet ainda cita o Código Civil brasileiro, que deixou de reger o contrato de seguro.

O que é endosso no seguro de carro e o que ele não é

Endosso é a alteração escrita de uma apólice em vigor: o contrato continua o mesmo, com o mesmo número, a mesma data de fim e o mesmo bônus, e só a parte alterada passa a valer de forma diferente.

O Endosso é um documento emitido pela Seguradora que muda um ou mais dados da Apólice durante a vigência. Ele registra o que mudou, a partir de quando vale e quanto custa ou devolve. Tudo o que não foi tocado continua igual, inclusive as coberturas, a franquia e o Prêmio do que não mudou.

A renovação começa uma vigência nova, recalcula o prêmio inteiro e é quando a Classe de bônus sobe se não houve indenização. A apólice nova nasce de uma proposta nova, com Questionário de avaliação de risco preenchido do zero e, muitas vezes, com Vistoria prévia. O endosso preserva a vigência e o bônus, e só recalcula a parcela do prêmio ligada ao que mudou.

Endosso, renovação e apólice nova: o que cada um muda
O que aconteceEndossoRenovaçãoApólice nova
Número da apóliceContinua o mesmoNova vigênciaMuda
Data de fimContinua a mesmaUm ano à frenteUm ano à frente
PrêmioSó a diferença, proporcionalRecalculado inteiroCalculado do zero
Classe de bônusPreservadaSobe sem indenizaçãoTransferida se comprovada
Questionário de riscoSó o dado que mudouConfirmado inteiroPreenchido do zero
Vistoria préviaSó em alguns casosEm geral dispensadaDepende da seguradora

As condições gerais de cada seguradora dizem em quais endossos a vistoria é exigida.

A Lei 15.040/2024 já está em vigor e rege as apólices contratadas ou renovadas de forma não automática depois da sua entrada em vigor; as anteriores seguem o Código Civil brasileiro. Ela não usa a palavra endosso, mas é ela que diz quando você é obrigado a comunicar uma mudança.

Endosso muda um pedaço da apólice. Renovação recomeça o contrato. Apólice nova recomeça a relação.

Os tipos de endosso e o que muda no prêmio em cada um

Seis endossos resolvem quase toda mudança da vida: substituição de veículo, endereço e CEP de pernoite, condutor, cobertura ou acessório, mudança de uso e cancelamento, e em todos o prêmio é ajustado na proporção do tempo que falta.

A conta é sempre a mesma: a seguradora calcula quanto custaria o seguro por um ano na situação nova, compara com a antiga, e cobra ou devolve a diferença dividida pelos dias que faltam. Exemplo ilustrativo, com valores redondos assumidos como hipótese: prêmio anual de R$ 2.400, endosso pedido faltando seis meses, e a mudança faz o seguro anual custar R$ 3.000. A diferença anual é de R$ 600, e a seguradora cobra a metade, R$ 300, porque só metade da vigência vai correr.

Substituição de veículo

A apólice passa a cobrir o carro novo a partir da data do endosso, com o mesmo bônus e a mesma data de fim. O prêmio sobe ou desce conforme o modelo, o valor de tabela e o índice de roubo do carro que entra, e a seguradora pode pedir vistoria e nota fiscal. Quem compra carro zero pede o endosso antes de sair da concessionária, como explica a página de seguro para carro zero quilômetro.

Mudança de endereço e CEP de pernoite

Onde o carro passa a noite define o risco de roubo, furto e enchente. Mudou de bairro, de cidade ou de garagem, o endosso atualiza o CEP e o tipo de estacionamento.

Inclusão ou exclusão de condutor

O filho que tirou a habilitação ou o cônjuge que passou a usar o carro vira Condutor eventual por endosso, e o jovem de 18 a 25 anos tem pergunta própria no questionário. Quando o filho completa 26 anos ou sai de casa, a exclusão tira a cobertura para jovens e o preço tende a cair. O artigo filho dirige meu carro, preciso declarar detalha a pergunta.

Pai entrega a chave do carro ao filho adulto ao lado do hatchback estacionado na rua. Imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa.
O filho que passa a dirigir o carro da família entra na apólice por endosso, sem esperar a renovação.

Inclusão de cobertura ou de acessório

Carro reserva, vidros, limite maior de terceiros, kit de gás, som e rodas entram por endosso, com prêmio proporcional. Acessório não declarado fica fora da indenização, como mostra a página de seguro para carro com kit gás.

Mudança de uso

Passou a rodar por aplicativo, a fazer entregas ou a visitar clientes, ou parou de trabalhar com o carro. O uso é uma resposta do questionário e a mudança vira endosso. Rodar por aplicativo com apólice particular é o caso mais frequente de negativa, e algumas seguradoras aceitam esse uso, como mostra a página de seguro auto para motorista de aplicativo.

Cancelamento

Encerra a apólice antes do fim da vigência, a pedido do segurado, com devolução da parte do prêmio ligada aos dias não corridos, pela tabela das condições gerais. Entre o cancelamento e o começo de outra apólice o carro fica sem cobertura.

Agravamento de risco: a regra da lei que obriga o endosso

A Lei 15.040/2024 obriga a comunicar tão logo você saiba qualquer mudança que aumente de forma relevante o risco, dá 20 dias para a seguradora cobrar a diferença ou resolver o contrato, permite recusar aumento acima de 10 por cento e só deixa a seguradora negar o sinistro se provar que o agravamento o causou.

O Agravamento de risco é a mudança que aumenta de modo significativo e continuado a probabilidade ou a gravidade do sinistro descrito no questionário. É o conceito do art. 13 da Lei 15.040/2024. Rodar por aplicativo todos os dias é relevante; emprestar o carro uma vez não é. O mesmo artigo diz que, se a seguradora for avisada e aceitar continuar, com ou sem prêmio adicional, a perda da garantia fica afastada. Aceitar continuar é o que o endosso registra.

O segurado deve comunicar o agravamento relevante do risco tão logo saiba dele. A seguradora tem 20 dias para cobrar a diferença de prêmio ou, se não puder garantir o novo risco, resolver o contrato, que perde efeito 30 dias depois da notificação.

Fonte: Lei 15.040/2024, art. 14, em paráfrase
  1. Você comunicaAvise o corretor por escrito tão logo saiba da mudança, com a data em que ela começou. Guarde a mensagem.Dever do art. 14 cumprido.
  2. A seguradora respondeEm até 20 dias ela cobra a diferença de prêmio, por endosso, ou avisa que vai resolver o contrato.Resolução só vale 30 dias depois do aviso.
  3. Você decideSe a diferença passar de 10 por cento do prêmio, você pode recusar e resolver o contrato em 15 dias, e cotar em outra seguradora.Direito do art. 15.

Os 30 dias existem para você contratar outra apólice sem ficar descoberto. E o art. 15 protege o bolso: se o agravamento subir o prêmio em mais de 10 por cento, o segurado pode recusar e resolver o contrato em 15 dias. Você recebe a conta, compara e escolhe, e a WTS faz essa comparação com o mesmo perfil e o mesmo bônus na cotação de seguro auto em várias seguradoras.

O art. 16 muda o jogo do Sinistro: depois que ele acontece, a seguradora só pode recusar a indenização se provar o nexo causal entre o agravamento relevante e o sinistro. Quem roda por aplicativo sem avisar e tem o carro furtado na garagem de casa tem um argumento forte, porque o furto não tem relação com as corridas.

A sua apólice segue a lei nova ou o Código Civil?

Depende da data. A Lei 15.040/2024 substituiu os artigos 757 a 802 do Código Civil brasileiro e vale para os contratos celebrados ou renovados de forma não automática depois da sua entrada em vigor. Apólice em curso e renovação automática anteriores seguem o Código Civil, que não tinha o prazo de 20 dias nem o teto de 10 por cento.

Quem esconde de propósito perde a garantiaO art. 14 separa as duas situações. Quem descumpre o dever de comunicar de propósito perde a garantia. Quem descumpre por descuido paga a diferença de prêmio ou, se o risco for tecnicamente impossível de garantir, fica sem a garantia. Comunicar tarde é muito melhor do que não comunicar.

Situações da vida e o endosso certo para cada uma

Quase toda mudança da rotina cabe em um dos seis endossos, e a tabela abaixo diz qual pedir, se ele tende a subir ou a baixar o prêmio e com que urgência avisar.

A dúvida raramente é sobre o nome do endosso. É sobre se aquela mudança precisa ser comunicada. A regra de bolso vem do art. 13: se a mudança aumenta de forma significativa e continuada a chance ou a gravidade de um sinistro, comunique. Se é passageira, não precisa.

Situações da vida, o endosso que resolve e o efeito esperado no prêmio
O que mudouEndossoEfeito no prêmioUrgência
Comprei outro carro e vendi o antigoSubstituição de veículoSobe ou desce conforme o carroAntes de pegar o carro novo
Mudei de casa ou de cidadeEndereço e CEP de pernoiteDepende do bairro e da garagemTão logo se mude
Meu filho de 18 anos tirou a habilitaçãoInclusão de condutorSobeAntes de ele dirigir
Meu filho completou 26 anos ou saiu de casaExclusão de condutorTende a baixarSem pressa, mas vale pedir
Passei a rodar por aplicativo ou a fazer entregasMudança de usoSobeAntes da primeira corrida
Vendi o carro e não vou comprar outroCancelamento ou cessão ao compradorDevolução proporcionalEm até 30 dias da venda
Emprestei o carro por um fim de semanaNenhumNão mudaNão precisa avisar

Quadro de orientação. O efeito real no prêmio só aparece no cálculo da seguradora.

Fachada de casa em rua residencial, com portão baixo e a vaga onde o carro passa a noite. Imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa.
O CEP e o tipo de garagem onde o carro dorme são dados da apólice, e mudam por endosso quando a família se muda.

Quando a mudança baixa o risco

O endosso não serve só para pagar mais. A mesma conta proporcional vale quando o risco diminui: o filho saiu de casa, o carro deixou de rodar por aplicativo. A seguradora recalcula o prêmio anual e a diferença aparece como crédito, desconto nas parcelas ou devolução, conforme as condições gerais. Nenhuma seguradora faz isso sozinha, porque ela não sabe que o risco mudou.

Vendi o carro: o seguro vai com o bem, o bônus fica com você

Pela Lei 15.040/2024 a venda do carro transfere o seguro ao comprador, a transferência precisa ser comunicada à seguradora em 30 dias, a seguradora pode resolver o contrato em 15 dias depois de avisada, e a classe de bônus não passa ao comprador.

O art. 108 da Lei 15.040/2024 diz que a venda do bem transfere o seguro ao comprador. A seguradora precisa anuir se o comprador aumentar o risco de forma relevante ou não preencher os requisitos técnicos dela, e o bônus do vendedor não passa ao comprador. O art. 109 fecha a regra: a cessão deixa de valer se não for comunicada em 30 dias depois da venda, e a seguradora pode resolver o contrato em 15 dias depois de avisada, devolvendo o prêmio proporcional.

Ressalvado o efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime de indenizar por causa da transferência do veículo sem comunicação prévia.

Fonte: Súmula 465 do Superior Tribunal de Justiça

A Súmula 465 do STJ, entendimento do Superior Tribunal de Justiça, já protegia o comprador antes da lei nova: a falta de comunicação, por si só, não libera a seguradora. A Lei 15.040/2024 seguiu o mesmo caminho ao exigir a prova do nexo no art. 16, e acrescentou o prazo de 30 dias e o direito de a seguradora resolver o contrato quando o comprador não cabe nos critérios dela.

Os três caminhos de quem vendeu

  1. Ceder o seguro ao comprador. Comunique a venda em até 30 dias com os dados dele. A seguradora confere o perfil, pode pedir prêmio adicional e pode resolver o contrato em 15 dias. O bônus não vai junto.
  2. Endossar para o carro novo. A substituição de veículo leva a apólice, a vigência e o bônus para o carro que entra. É o caminho mais comum e quase sempre o mais barato.
  3. Cancelar com devolução proporcional. O cancelamento devolve o prêmio dos dias não corridos, e o bônus fica no seu nome. A página de seguro para carro usado mostra o que a seguradora pede quando o próximo carro for seminovo.
Carro seminovo estacionado na frente de casa, pronto para ser entregue ao comprador. Imagem ilustrativa.
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Na venda, o seguro acompanha o carro, mas a comunicação em 30 dias é o que mantém a cessão valendo.

Quanto custa e quanto tempo leva um endosso

O endosso custa a diferença proporcional de prêmio entre a situação antiga e a nova, mais um eventual custo de emissão previsto nas condições gerais, e a seguradora tem por lei até 20 dias para responder ao agravamento, embora a emissão costume levar poucos dias.

Não existe tabela de preço de endosso. O que existe é a conta proporcional da seção dos tipos: a diferença entre o prêmio anual da situação nova e o da antiga, dividida pelos dias que faltam. Algumas seguradoras acrescentam um custo fixo de emissão, e ele precisa estar nas condições gerais.

As condições gerais são o texto que a seguradora deposita na Superintendência de Seguros Privados, a Susep, e o art. 9º da Lei 15.040/2024 diz que, se o contrato entregue a você divergir do modelo depositado, vale o texto mais favorável ao segurado. Isso inclui a tabela de devolução no cancelamento e o custo de emissão.

Mulher revisa uma fatura com calculadora à mesa de casa. Imagem ilustrativa.
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A conta do endosso é proporcional: a diferença anual dividida pelos dias que faltam até o fim da vigência.

Os prazos que a lei fixa e o que acontece na prática

A Lei 15.040/2024 fixa dois tetos. No agravamento de risco, a seguradora tem 20 dias, contados da comunicação, para cobrar a diferença ou avisar que vai resolver o contrato, pelo art. 14. Na proposta nova, ela tem no máximo 25 dias para recusar com justificativa, pelo art. 49, e o silêncio vale como aceitação. Na prática, um endosso de endereço ou de condutor costuma sair em poucos dias, e a substituição de veículo depende da vistoria. O Corretor de seguros acompanha a emissão e, pelo art. 39, responde pela entrega dos documentos.

Enquanto o endosso não sai, vale o art. 13: a comunicação feita e aceita já afasta a perda da garantia. Se o endosso vier caro demais, o artigo quanto custa o seguro de um carro mostra o peso de cada fator no prêmio.

Os erros de quem não avisa a seguradora e o que custam

Quem não comunica a mudança arrisca a indenização do próprio carro e a dos danos a terceiros, porque a regulação cruza o boletim de ocorrência, a CNH, o endereço e o uso com o que foi declarado, e a lei trata de forma diferente quem omitiu de propósito e quem omitiu por descuido.

A Regulação de sinistro começa pela comparação entre o que aconteceu e o que foi declarado. O Boletim de ocorrência diz quem dirigia, onde e a que horas. A CNH diz a idade do condutor. O endereço do condutor diz onde o carro dorme. O histórico de corridas diz o uso. A ideia de que a seguradora não vai descobrir é o erro mais caro.

A Lei 15.040/2024 separa as consequências pela intenção. Pelo art. 44, a omissão dolosa no questionário tira a garantia e deixa o prêmio devido; a omissão culposa reduz a garantia na proporção entre o prêmio pago e o devido. E, pelo art. 16, a seguradora precisa provar o nexo entre o que foi omitido e o sinistro.

O que você economiza ao não avisar

A diferença proporcional do endosso

Uma fração do prêmio anual, cobrada só pelos dias que faltam.

O que você arrisca ao não avisar

O carro e os danos a terceiros

A indenização integral do próprio carro e a verba de Responsabilidade civil facultativa de veículos, que paga o carro do outro e as vítimas.

Perita de seguros examina um amassado leve na lateral do carro, com um tablet na mão. Imagem ilustrativa.
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Na regulação, a seguradora compara o carro, o condutor, o endereço e o uso com o que está escrito na apólice.

Os três erros mais comuns

  • Trocar de carro e avisar depois. O carro novo só entra na apólice quando a seguradora aceita o endosso. A batida na saída da concessionária fica descoberta.
  • Manter o CEP antigo porque é mais barato. O carro furtado no bairro onde dorme há meses abre a discussão sobre o nexo.
  • Deixar o filho dirigir sem incluir. O boletim identifica o condutor de 20 anos, e o questionário diz que não há jovens na casa.

Se você se reconheceu em algum desses erros e ainda não teve sinistro, comunique agora, por escrito, e peça o endosso. Se o sinistro já aconteceu e veio a negativa, o artigo seguradora não quer pagar o sinistro: como recorrer explica o pedido de reconsideração e o prazo de um ano para discutir a recusa.

Como pedir cada endosso ao corretor, com a mensagem pronta

O pedido de endosso é uma mensagem ao corretor com o que mudou, a data e os documentos daquela mudança; o corretor pede a alteração à seguradora, ela calcula a diferença e o endosso é emitido depois do aceite e do pagamento.

O caminho é o mesmo para todos os tipos: você descreve a mudança e a data em que ela começou, envia o documento daquela mudança, o corretor pede o endosso, a seguradora calcula a diferença, você aceita e paga ou recebe o crédito, e o endosso é emitido. Peça a conta antes de aceitar: acima de 10 por cento do prêmio, o art. 15 dá o direito de recusar e cotar em outra companhia. Guarde o endosso junto com a apólice: é ele que prova que o dado novo estava coberto.

Pessoa fotografa um documento sobre a mesa com o celular para enviar ao corretor. Imagem ilustrativa.
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A foto do documento do carro, do comprovante de endereço ou da CNH é o que o corretor precisa para pedir o endosso.

Mensagem pronta para pedir o endosso ao corretor

Olá. Tenho a apólice [número] do seguro do meu [modelo e placa] e preciso de um endosso. O que mudou: [descreva a mudança], desde [data]. Quero saber quanto muda o prêmio até o fim da vigência e, se a diferença passar de 10 por cento, quero também a cotação em outras seguradoras com o meu bônus. Envio os documentos em seguida.

A linha que muda em cada tipo de endosso

Troque os dados entre colchetes pelos seus e acrescente à mensagem a linha do seu caso.

  • Substituição de veículo. "O carro novo é um [modelo e placa], retirado em [data]. Quero manter a vigência e o bônus."
  • Endereço e CEP de pernoite. "O carro passou a dormir em [endereço com CEP], em [garagem fechada, estacionamento do prédio ou rua]."
  • Condutor. "Quero incluir [nome], [idade], habilitado desde [data], que mora comigo e vai dirigir [todos os dias ou de vez em quando]."
  • Cobertura ou acessório. "Instalei [item] em [data], no valor de [valor da nota], ou quero acrescentar [carro reserva, vidros ou limite maior de terceiros]."
  • Mudança de uso. "Passei a usar o carro para [corridas por aplicativo, entregas ou visitas a clientes]. Se a seguradora não aceitar, quero a cotação em companhias que aceitam."
  • Cancelamento ou cessão na venda. "Vendi o carro em [data] para [nome]. Vale ceder o seguro ao comprador ou cancelar com devolução?"

Quem responde é um corretor da WTS, pelo WhatsApp, a qualquer hora, todos os dias. Quando o endosso ficar caro, ele leva o mesmo perfil e o mesmo bônus para outras companhias. O artigo como escolher o melhor seguro de carro ajuda a comparar as propostas que voltarem.

Termos usados neste artigo

Os termos abaixo aparecem na proposta e na apólice. A definição é a mesma usada em todo o site da WTS.

Endosso
Alteração de uma apólice em vigor, como troca de veículo, mudança de endereço, inclusão de condutor ou cancelamento, com cobrança ou devolução proporcional do prêmio.
Agravamento de risco
Mudança que aumenta de forma significativa e continuada a chance ou a gravidade do sinistro, como passar a rodar por aplicativo. Precisa ser comunicada à seguradora tão logo o segurado saiba. Só tira a cobertura se for intencional e relevante, e a seguradora precisa provar o nexo com o sinistro.
Apólice
Documento que prova o contrato de seguro, com coberturas, limites, exclusões, franquia, vigência e o nome do corretor que intermediou. A lei manda entregar em até 30 dias depois da aceitação, com glossário dos termos técnicos.
Prêmio
O preço do seguro. É o que o segurado paga à seguradora, à vista ou parcelado, para ter a garantia.
Questionário de avaliação de risco
Perguntas da seguradora sobre o carro, o uso, a garagem e os condutores. As respostas definem o preço e ficam registradas na proposta. Resposta falsa de propósito tira a garantia; resposta errada sem intenção reduz a indenização na proporção do prêmio pago.
Classe de bônus
Desconto progressivo por cada vigência sem indenização, em escala definida pela seguradora, normalmente de 0 a 10. Pertence ao segurado e acompanha a troca de seguradora.
Condutor eventual
Quem dirige o carro de vez em quando. Jovens de 18 a 25 anos que residem com o segurado têm pergunta própria no questionário.
Súmula 465 do STJ
Entendimento do STJ de que a seguradora não deixa de indenizar só porque o carro foi vendido sem aviso prévio, salvo se houver efetivo agravamento do risco.

Ler a própria apólice com esses termos em mente é o que permite conferir se o contrato corresponde ao que foi combinado.

Fontes consultadas

  1. Lei 15.040/2024, Lei do Contrato de Seguro
  2. Superior Tribunal de Justiça, Súmula 465
  3. Susep, orientações sobre seguro de automóvel

As fontes oficiais são o ponto de partida. O documento que vale para o seu caso é a apólice da sua seguradora, e o corretor da WTS lê o texto dela com você.

Retrato ilustrativo gerado por IA para o perfil de Marcos Tavares Arrósio Feitosa

Escrito por Marcos Tavares Arrósio Feitosa

Autor do blog da WTS Corretora de Seguros. Escreve sobre seguro auto a partir das dúvidas que chegam aos corretores e cita cada regra pela lei e pelo número do artigo. Os textos são revisados pelos corretores que atendem sinistro todos os dias. Conhecer Marcos Tavares Arrósio Feitosa e como os artigos são escritos.

Perguntas frequentes sobre endosso no seguro de carro

As dúvidas que chegam ao corretor quando alguma coisa muda no meio da vigência.

O endosso muda a data de fim da apólice?

Não. O endosso altera um dado da apólice e mantém a vigência original, com a mesma data de início e de fim. A renovação continua acontecendo na data prevista, e o prêmio do endosso é calculado só pelos dias que faltam até lá. Quem quer mudar a data de vigência precisa de uma apólice nova, não de um endosso.

Quantos endossos posso fazer na mesma vigência?

Não há limite na lei. A apólice pode receber quantos endossos a vida pedir: troca de carro em março, inclusão de condutor em junho, mudança de endereço em setembro. Cada um é calculado pelo período que falta na hora do pedido. O que a seguradora pode fazer é cobrar o custo de emissão previsto nas condições gerais em cada um.

Preciso de vistoria para trocar o carro na apólice?

Depende da seguradora e do carro. Na substituição de veículo muitas companhias pedem vistoria prévia do carro que entra, por foto no aplicativo ou em posto credenciado, e algumas dispensam para carro zero com nota fiscal. A exigência está nas condições gerais. Até a vistoria ser aprovada, o carro novo não está coberto pela apólice.

O carro novo fica coberto enquanto o endosso não sai?

Só a partir da data que o endosso indicar e depois do aceite da seguradora. Por isso o pedido deve ser feito antes de retirar o carro, com a data de retirada como início da alteração. Se a seguradora ainda estiver analisando, pergunte ao corretor se há cobertura provisória. Sair da concessionária sem essa confirmação é rodar sem seguro no carro novo.

Mudei de cidade por alguns meses. Isso exige endosso?

Se o carro passar a dormir na cidade nova por um período continuado, sim, porque o CEP de pernoite muda o risco de forma continuada, que é o critério do art. 13 da Lei 15.040/2024. Uma viagem de uma ou duas semanas não muda o risco descrito no questionário. Na dúvida, comunique ao corretor e deixe a seguradora dizer se cobra diferença.

A seguradora pode recusar um endosso?

Pode, quando o risco novo não cabe nos critérios técnicos dela, como um uso que ela não aceita ou um carro que não está na lista de aceitação. Nesse caso o art. 14 da Lei 15.040/2024 manda que ela resolva o contrato, com efeito só 30 dias depois do aviso, e devolva o prêmio proporcional. Esses 30 dias servem para contratar em outra seguradora sem ficar descoberto.

Posso pedir o endosso direto na seguradora, sem o corretor?

Em geral o pedido passa pelo corretor que consta na apólice, porque ele é quem representa o segurado na relação com a seguradora e responde pela entrega dos documentos. Algumas companhias aceitam pedidos simples pelo aplicativo. Mesmo assim, é o corretor quem compara o custo do endosso com o de trocar de seguradora, o que a seguradora não vai fazer por você.

O endosso vale para o seguro mensal ou por assinatura?

Vale, com uma diferença prática. No seguro mensal a vigência é curta, então a diferença proporcional do endosso é pequena e muitas alterações são feitas na virada do mês, como uma nova contratação. O dever de comunicar o agravamento de risco tão logo se saiba dele é o mesmo, e o art. 14 da Lei 15.040/2024 vale igual.

Parei de usar o carro para trabalhar. O prêmio baixa sozinho?

Não. A seguradora não sabe que o risco diminuiu até você comunicar. O endosso de mudança de uso para particular recalcula o prêmio anual e a diferença aparece como crédito, desconto nas parcelas ou devolução, conforme as condições gerais. O mesmo vale para o filho que saiu de casa ou para a garagem fechada nova. Pedir é o único jeito de receber.

Comprei o carro com o seguro do antigo dono. Posso ficar com ele?

Pode, se a venda foi comunicada à seguradora em até 30 dias e ela aceitou o seu perfil, como manda o art. 109 da Lei 15.040/2024. O bônus do vendedor não passa para você, e a apólice foi calculada para o CEP, o uso e o condutor dele. O mais seguro é pedir a atualização do questionário por endosso ou cotar uma apólice no seu nome.

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