Endosso no seguro de carro: o que é, troca de veículo, mudança de endereço e cancelamento
Para quem trocou de carro, mudou de endereço, passou a dividir o volante ou vendeu o veículo e quer saber o que fazer com o seguro sem esperar a renovação.
Neste artigo
- O que é endosso no seguro de carro e o que ele não é
- Os tipos de endosso e o que muda no prêmio em cada um
- Agravamento de risco: a regra da lei que obriga o endosso
- Situações da vida e o endosso certo para cada uma
- Vendi o carro: o seguro vai com o bem, o bônus fica com você
- Quanto custa e quanto tempo leva um endosso
- Os erros de quem não avisa a seguradora e o que custam
- Como pedir cada endosso ao corretor, com a mensagem pronta
A resposta em uma frase
Endosso é o documento que altera uma apólice de seguro auto que já está valendo, sem cancelar o contrato e sem esperar a renovação. Serve para trocar o carro, mudar o endereço, incluir um condutor, acrescentar cobertura, mudar o uso ou cancelar, e o prêmio é cobrado ou devolvido na proporção do tempo que falta.
O essencial em quatro pontos
- Endosso não é renovação nem apólice nova: a vigência, o número da apólice e a classe de bônus continuam os mesmos.
- A Lei 15.040/2024 manda comunicar o agravamento do risco tão logo você saiba, e dá 20 dias para a seguradora cobrar a diferença ou resolver o contrato.
- Se o ajuste subir o prêmio em mais de 10 por cento, você pode recusar e encerrar o contrato em 15 dias, e a seguradora só nega um sinistro se provar que o agravamento o causou.
- Vendeu o carro: o seguro vai com o bem, precisa ser comunicado em 30 dias e o bônus fica com você, não com o comprador.
A vida muda no meio da vigência. O carro é trocado, a família se muda, o filho tira a habilitação, o carro é vendido. O seguro auto foi calculado para a situação que você descreveu no dia da contratação, e cada uma dessas mudanças altera o risco que a seguradora aceitou. O jeito de colocar a apólice em dia se chama endosso, e ele resolve quase tudo sem cancelar nada.
Este artigo explica o que o endosso é e o que ele não é, os seis tipos e como o prêmio muda em cada um, a regra da Lei 15.040/2024 para o agravamento de risco, a venda do carro, o custo, o prazo, os erros de quem não avisa e a mensagem pronta para o corretor. Boa parte do que circula na internet ainda cita o Código Civil brasileiro, que deixou de reger o contrato de seguro.
O que é endosso no seguro de carro e o que ele não é
Endosso é a alteração escrita de uma apólice em vigor: o contrato continua o mesmo, com o mesmo número, a mesma data de fim e o mesmo bônus, e só a parte alterada passa a valer de forma diferente.
O Endosso é um documento emitido pela Seguradora que muda um ou mais dados da Apólice durante a vigência. Ele registra o que mudou, a partir de quando vale e quanto custa ou devolve. Tudo o que não foi tocado continua igual, inclusive as coberturas, a franquia e o Prêmio do que não mudou.
A renovação começa uma vigência nova, recalcula o prêmio inteiro e é quando a Classe de bônus sobe se não houve indenização. A apólice nova nasce de uma proposta nova, com Questionário de avaliação de risco preenchido do zero e, muitas vezes, com Vistoria prévia. O endosso preserva a vigência e o bônus, e só recalcula a parcela do prêmio ligada ao que mudou.
| O que acontece | Endosso | Renovação | Apólice nova |
|---|---|---|---|
| Número da apólice | Continua o mesmo | Nova vigência | Muda |
| Data de fim | Continua a mesma | Um ano à frente | Um ano à frente |
| Prêmio | Só a diferença, proporcional | Recalculado inteiro | Calculado do zero |
| Classe de bônus | Preservada | Sobe sem indenização | Transferida se comprovada |
| Questionário de risco | Só o dado que mudou | Confirmado inteiro | Preenchido do zero |
| Vistoria prévia | Só em alguns casos | Em geral dispensada | Depende da seguradora |
As condições gerais de cada seguradora dizem em quais endossos a vistoria é exigida.
A Lei 15.040/2024 já está em vigor e rege as apólices contratadas ou renovadas de forma não automática depois da sua entrada em vigor; as anteriores seguem o Código Civil brasileiro. Ela não usa a palavra endosso, mas é ela que diz quando você é obrigado a comunicar uma mudança.
Endosso muda um pedaço da apólice. Renovação recomeça o contrato. Apólice nova recomeça a relação.
Os tipos de endosso e o que muda no prêmio em cada um
Seis endossos resolvem quase toda mudança da vida: substituição de veículo, endereço e CEP de pernoite, condutor, cobertura ou acessório, mudança de uso e cancelamento, e em todos o prêmio é ajustado na proporção do tempo que falta.
A conta é sempre a mesma: a seguradora calcula quanto custaria o seguro por um ano na situação nova, compara com a antiga, e cobra ou devolve a diferença dividida pelos dias que faltam. Exemplo ilustrativo, com valores redondos assumidos como hipótese: prêmio anual de R$ 2.400, endosso pedido faltando seis meses, e a mudança faz o seguro anual custar R$ 3.000. A diferença anual é de R$ 600, e a seguradora cobra a metade, R$ 300, porque só metade da vigência vai correr.
Substituição de veículo
A apólice passa a cobrir o carro novo a partir da data do endosso, com o mesmo bônus e a mesma data de fim. O prêmio sobe ou desce conforme o modelo, o valor de tabela e o índice de roubo do carro que entra, e a seguradora pode pedir vistoria e nota fiscal. Quem compra carro zero pede o endosso antes de sair da concessionária, como explica a página de seguro para carro zero quilômetro.
Mudança de endereço e CEP de pernoite
Onde o carro passa a noite define o risco de roubo, furto e enchente. Mudou de bairro, de cidade ou de garagem, o endosso atualiza o CEP e o tipo de estacionamento.
Inclusão ou exclusão de condutor
O filho que tirou a habilitação ou o cônjuge que passou a usar o carro vira Condutor eventual por endosso, e o jovem de 18 a 25 anos tem pergunta própria no questionário. Quando o filho completa 26 anos ou sai de casa, a exclusão tira a cobertura para jovens e o preço tende a cair. O artigo filho dirige meu carro, preciso declarar detalha a pergunta.

Inclusão de cobertura ou de acessório
Carro reserva, vidros, limite maior de terceiros, kit de gás, som e rodas entram por endosso, com prêmio proporcional. Acessório não declarado fica fora da indenização, como mostra a página de seguro para carro com kit gás.
Mudança de uso
Passou a rodar por aplicativo, a fazer entregas ou a visitar clientes, ou parou de trabalhar com o carro. O uso é uma resposta do questionário e a mudança vira endosso. Rodar por aplicativo com apólice particular é o caso mais frequente de negativa, e algumas seguradoras aceitam esse uso, como mostra a página de seguro auto para motorista de aplicativo.
Cancelamento
Encerra a apólice antes do fim da vigência, a pedido do segurado, com devolução da parte do prêmio ligada aos dias não corridos, pela tabela das condições gerais. Entre o cancelamento e o começo de outra apólice o carro fica sem cobertura.
Agravamento de risco: a regra da lei que obriga o endosso
A Lei 15.040/2024 obriga a comunicar tão logo você saiba qualquer mudança que aumente de forma relevante o risco, dá 20 dias para a seguradora cobrar a diferença ou resolver o contrato, permite recusar aumento acima de 10 por cento e só deixa a seguradora negar o sinistro se provar que o agravamento o causou.
O Agravamento de risco é a mudança que aumenta de modo significativo e continuado a probabilidade ou a gravidade do sinistro descrito no questionário. É o conceito do art. 13 da Lei 15.040/2024. Rodar por aplicativo todos os dias é relevante; emprestar o carro uma vez não é. O mesmo artigo diz que, se a seguradora for avisada e aceitar continuar, com ou sem prêmio adicional, a perda da garantia fica afastada. Aceitar continuar é o que o endosso registra.
O segurado deve comunicar o agravamento relevante do risco tão logo saiba dele. A seguradora tem 20 dias para cobrar a diferença de prêmio ou, se não puder garantir o novo risco, resolver o contrato, que perde efeito 30 dias depois da notificação.
- Você comunicaAvise o corretor por escrito tão logo saiba da mudança, com a data em que ela começou. Guarde a mensagem.Dever do art. 14 cumprido.
- A seguradora respondeEm até 20 dias ela cobra a diferença de prêmio, por endosso, ou avisa que vai resolver o contrato.Resolução só vale 30 dias depois do aviso.
- Você decideSe a diferença passar de 10 por cento do prêmio, você pode recusar e resolver o contrato em 15 dias, e cotar em outra seguradora.Direito do art. 15.
Os 30 dias existem para você contratar outra apólice sem ficar descoberto. E o art. 15 protege o bolso: se o agravamento subir o prêmio em mais de 10 por cento, o segurado pode recusar e resolver o contrato em 15 dias. Você recebe a conta, compara e escolhe, e a WTS faz essa comparação com o mesmo perfil e o mesmo bônus na cotação de seguro auto em várias seguradoras.
O art. 16 muda o jogo do Sinistro: depois que ele acontece, a seguradora só pode recusar a indenização se provar o nexo causal entre o agravamento relevante e o sinistro. Quem roda por aplicativo sem avisar e tem o carro furtado na garagem de casa tem um argumento forte, porque o furto não tem relação com as corridas.
A sua apólice segue a lei nova ou o Código Civil?
Depende da data. A Lei 15.040/2024 substituiu os artigos 757 a 802 do Código Civil brasileiro e vale para os contratos celebrados ou renovados de forma não automática depois da sua entrada em vigor. Apólice em curso e renovação automática anteriores seguem o Código Civil, que não tinha o prazo de 20 dias nem o teto de 10 por cento.
Situações da vida e o endosso certo para cada uma
Quase toda mudança da rotina cabe em um dos seis endossos, e a tabela abaixo diz qual pedir, se ele tende a subir ou a baixar o prêmio e com que urgência avisar.
A dúvida raramente é sobre o nome do endosso. É sobre se aquela mudança precisa ser comunicada. A regra de bolso vem do art. 13: se a mudança aumenta de forma significativa e continuada a chance ou a gravidade de um sinistro, comunique. Se é passageira, não precisa.
| O que mudou | Endosso | Efeito no prêmio | Urgência |
|---|---|---|---|
| Comprei outro carro e vendi o antigo | Substituição de veículo | Sobe ou desce conforme o carro | Antes de pegar o carro novo |
| Mudei de casa ou de cidade | Endereço e CEP de pernoite | Depende do bairro e da garagem | Tão logo se mude |
| Meu filho de 18 anos tirou a habilitação | Inclusão de condutor | Sobe | Antes de ele dirigir |
| Meu filho completou 26 anos ou saiu de casa | Exclusão de condutor | Tende a baixar | Sem pressa, mas vale pedir |
| Passei a rodar por aplicativo ou a fazer entregas | Mudança de uso | Sobe | Antes da primeira corrida |
| Vendi o carro e não vou comprar outro | Cancelamento ou cessão ao comprador | Devolução proporcional | Em até 30 dias da venda |
| Emprestei o carro por um fim de semana | Nenhum | Não muda | Não precisa avisar |
Quadro de orientação. O efeito real no prêmio só aparece no cálculo da seguradora.

Quando a mudança baixa o risco
O endosso não serve só para pagar mais. A mesma conta proporcional vale quando o risco diminui: o filho saiu de casa, o carro deixou de rodar por aplicativo. A seguradora recalcula o prêmio anual e a diferença aparece como crédito, desconto nas parcelas ou devolução, conforme as condições gerais. Nenhuma seguradora faz isso sozinha, porque ela não sabe que o risco mudou.
Vendi o carro: o seguro vai com o bem, o bônus fica com você
Pela Lei 15.040/2024 a venda do carro transfere o seguro ao comprador, a transferência precisa ser comunicada à seguradora em 30 dias, a seguradora pode resolver o contrato em 15 dias depois de avisada, e a classe de bônus não passa ao comprador.
O art. 108 da Lei 15.040/2024 diz que a venda do bem transfere o seguro ao comprador. A seguradora precisa anuir se o comprador aumentar o risco de forma relevante ou não preencher os requisitos técnicos dela, e o bônus do vendedor não passa ao comprador. O art. 109 fecha a regra: a cessão deixa de valer se não for comunicada em 30 dias depois da venda, e a seguradora pode resolver o contrato em 15 dias depois de avisada, devolvendo o prêmio proporcional.
Ressalvado o efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime de indenizar por causa da transferência do veículo sem comunicação prévia.
A Súmula 465 do STJ, entendimento do Superior Tribunal de Justiça, já protegia o comprador antes da lei nova: a falta de comunicação, por si só, não libera a seguradora. A Lei 15.040/2024 seguiu o mesmo caminho ao exigir a prova do nexo no art. 16, e acrescentou o prazo de 30 dias e o direito de a seguradora resolver o contrato quando o comprador não cabe nos critérios dela.
Os três caminhos de quem vendeu
- Ceder o seguro ao comprador. Comunique a venda em até 30 dias com os dados dele. A seguradora confere o perfil, pode pedir prêmio adicional e pode resolver o contrato em 15 dias. O bônus não vai junto.
- Endossar para o carro novo. A substituição de veículo leva a apólice, a vigência e o bônus para o carro que entra. É o caminho mais comum e quase sempre o mais barato.
- Cancelar com devolução proporcional. O cancelamento devolve o prêmio dos dias não corridos, e o bônus fica no seu nome. A página de seguro para carro usado mostra o que a seguradora pede quando o próximo carro for seminovo.

Quanto custa e quanto tempo leva um endosso
O endosso custa a diferença proporcional de prêmio entre a situação antiga e a nova, mais um eventual custo de emissão previsto nas condições gerais, e a seguradora tem por lei até 20 dias para responder ao agravamento, embora a emissão costume levar poucos dias.
Não existe tabela de preço de endosso. O que existe é a conta proporcional da seção dos tipos: a diferença entre o prêmio anual da situação nova e o da antiga, dividida pelos dias que faltam. Algumas seguradoras acrescentam um custo fixo de emissão, e ele precisa estar nas condições gerais.
As condições gerais são o texto que a seguradora deposita na Superintendência de Seguros Privados, a Susep, e o art. 9º da Lei 15.040/2024 diz que, se o contrato entregue a você divergir do modelo depositado, vale o texto mais favorável ao segurado. Isso inclui a tabela de devolução no cancelamento e o custo de emissão.

Os prazos que a lei fixa e o que acontece na prática
A Lei 15.040/2024 fixa dois tetos. No agravamento de risco, a seguradora tem 20 dias, contados da comunicação, para cobrar a diferença ou avisar que vai resolver o contrato, pelo art. 14. Na proposta nova, ela tem no máximo 25 dias para recusar com justificativa, pelo art. 49, e o silêncio vale como aceitação. Na prática, um endosso de endereço ou de condutor costuma sair em poucos dias, e a substituição de veículo depende da vistoria. O Corretor de seguros acompanha a emissão e, pelo art. 39, responde pela entrega dos documentos.
Enquanto o endosso não sai, vale o art. 13: a comunicação feita e aceita já afasta a perda da garantia. Se o endosso vier caro demais, o artigo quanto custa o seguro de um carro mostra o peso de cada fator no prêmio.
Os erros de quem não avisa a seguradora e o que custam
Quem não comunica a mudança arrisca a indenização do próprio carro e a dos danos a terceiros, porque a regulação cruza o boletim de ocorrência, a CNH, o endereço e o uso com o que foi declarado, e a lei trata de forma diferente quem omitiu de propósito e quem omitiu por descuido.
A Regulação de sinistro começa pela comparação entre o que aconteceu e o que foi declarado. O Boletim de ocorrência diz quem dirigia, onde e a que horas. A CNH diz a idade do condutor. O endereço do condutor diz onde o carro dorme. O histórico de corridas diz o uso. A ideia de que a seguradora não vai descobrir é o erro mais caro.
A Lei 15.040/2024 separa as consequências pela intenção. Pelo art. 44, a omissão dolosa no questionário tira a garantia e deixa o prêmio devido; a omissão culposa reduz a garantia na proporção entre o prêmio pago e o devido. E, pelo art. 16, a seguradora precisa provar o nexo entre o que foi omitido e o sinistro.
O que você economiza ao não avisar
A diferença proporcional do endossoUma fração do prêmio anual, cobrada só pelos dias que faltam.
O que você arrisca ao não avisar
O carro e os danos a terceirosA indenização integral do próprio carro e a verba de Responsabilidade civil facultativa de veículos, que paga o carro do outro e as vítimas.

Os três erros mais comuns
- Trocar de carro e avisar depois. O carro novo só entra na apólice quando a seguradora aceita o endosso. A batida na saída da concessionária fica descoberta.
- Manter o CEP antigo porque é mais barato. O carro furtado no bairro onde dorme há meses abre a discussão sobre o nexo.
- Deixar o filho dirigir sem incluir. O boletim identifica o condutor de 20 anos, e o questionário diz que não há jovens na casa.
Se você se reconheceu em algum desses erros e ainda não teve sinistro, comunique agora, por escrito, e peça o endosso. Se o sinistro já aconteceu e veio a negativa, o artigo seguradora não quer pagar o sinistro: como recorrer explica o pedido de reconsideração e o prazo de um ano para discutir a recusa.
Como pedir cada endosso ao corretor, com a mensagem pronta
O pedido de endosso é uma mensagem ao corretor com o que mudou, a data e os documentos daquela mudança; o corretor pede a alteração à seguradora, ela calcula a diferença e o endosso é emitido depois do aceite e do pagamento.
O caminho é o mesmo para todos os tipos: você descreve a mudança e a data em que ela começou, envia o documento daquela mudança, o corretor pede o endosso, a seguradora calcula a diferença, você aceita e paga ou recebe o crédito, e o endosso é emitido. Peça a conta antes de aceitar: acima de 10 por cento do prêmio, o art. 15 dá o direito de recusar e cotar em outra companhia. Guarde o endosso junto com a apólice: é ele que prova que o dado novo estava coberto.

Mensagem pronta para pedir o endosso ao corretor
Olá. Tenho a apólice [número] do seguro do meu [modelo e placa] e preciso de um endosso. O que mudou: [descreva a mudança], desde [data]. Quero saber quanto muda o prêmio até o fim da vigência e, se a diferença passar de 10 por cento, quero também a cotação em outras seguradoras com o meu bônus. Envio os documentos em seguida.
A linha que muda em cada tipo de endosso
Troque os dados entre colchetes pelos seus e acrescente à mensagem a linha do seu caso.
- Substituição de veículo. "O carro novo é um [modelo e placa], retirado em [data]. Quero manter a vigência e o bônus."
- Endereço e CEP de pernoite. "O carro passou a dormir em [endereço com CEP], em [garagem fechada, estacionamento do prédio ou rua]."
- Condutor. "Quero incluir [nome], [idade], habilitado desde [data], que mora comigo e vai dirigir [todos os dias ou de vez em quando]."
- Cobertura ou acessório. "Instalei [item] em [data], no valor de [valor da nota], ou quero acrescentar [carro reserva, vidros ou limite maior de terceiros]."
- Mudança de uso. "Passei a usar o carro para [corridas por aplicativo, entregas ou visitas a clientes]. Se a seguradora não aceitar, quero a cotação em companhias que aceitam."
- Cancelamento ou cessão na venda. "Vendi o carro em [data] para [nome]. Vale ceder o seguro ao comprador ou cancelar com devolução?"
Quem responde é um corretor da WTS, pelo WhatsApp, a qualquer hora, todos os dias. Quando o endosso ficar caro, ele leva o mesmo perfil e o mesmo bônus para outras companhias. O artigo como escolher o melhor seguro de carro ajuda a comparar as propostas que voltarem.
Termos usados neste artigo
Os termos abaixo aparecem na proposta e na apólice. A definição é a mesma usada em todo o site da WTS.
- Endosso
- Alteração de uma apólice em vigor, como troca de veículo, mudança de endereço, inclusão de condutor ou cancelamento, com cobrança ou devolução proporcional do prêmio.
- Agravamento de risco
- Mudança que aumenta de forma significativa e continuada a chance ou a gravidade do sinistro, como passar a rodar por aplicativo. Precisa ser comunicada à seguradora tão logo o segurado saiba. Só tira a cobertura se for intencional e relevante, e a seguradora precisa provar o nexo com o sinistro.
- Apólice
- Documento que prova o contrato de seguro, com coberturas, limites, exclusões, franquia, vigência e o nome do corretor que intermediou. A lei manda entregar em até 30 dias depois da aceitação, com glossário dos termos técnicos.
- Prêmio
- O preço do seguro. É o que o segurado paga à seguradora, à vista ou parcelado, para ter a garantia.
- Questionário de avaliação de risco
- Perguntas da seguradora sobre o carro, o uso, a garagem e os condutores. As respostas definem o preço e ficam registradas na proposta. Resposta falsa de propósito tira a garantia; resposta errada sem intenção reduz a indenização na proporção do prêmio pago.
- Classe de bônus
- Desconto progressivo por cada vigência sem indenização, em escala definida pela seguradora, normalmente de 0 a 10. Pertence ao segurado e acompanha a troca de seguradora.
- Condutor eventual
- Quem dirige o carro de vez em quando. Jovens de 18 a 25 anos que residem com o segurado têm pergunta própria no questionário.
- Súmula 465 do STJ
- Entendimento do STJ de que a seguradora não deixa de indenizar só porque o carro foi vendido sem aviso prévio, salvo se houver efetivo agravamento do risco.
Ler a própria apólice com esses termos em mente é o que permite conferir se o contrato corresponde ao que foi combinado.
Fontes consultadas
- Lei 15.040/2024, Lei do Contrato de Seguro
- Superior Tribunal de Justiça, Súmula 465
- Susep, orientações sobre seguro de automóvel
As fontes oficiais são o ponto de partida. O documento que vale para o seu caso é a apólice da sua seguradora, e o corretor da WTS lê o texto dela com você.




